• Pedro Sahium

3. H. da América: A América que os europeus encontraram.

Atualizado: Ago 24


As "grandes navegações", séculos XV e XVI, também foram resultado da crise do crescimento da economia europeia (inicialmente no século XV). Essa época é marcada pelo antagonismo do feudalismo em transformação e do capitalismo em formação. Passados os anos de retração do século XIV [em função da fome, da peste e das guerras], a Europa retoma o crescimento e começa a enfrentar obstáculos:


- Inadequação entre os dois sistemas, - Feudalismo (ligado às zonas rurais) e capitalismo (ligado às cidades). Enquanto na zona rural a produção permanecia estagnada, com o trabalho servil que não estimulava a produção e não abastecia os centros urbanos nascentes, as cidades viam a produção artesanal crescer e não encontrava consumidores na zona rural. O que gerava tensões sociais.


- O mercado internacional alimentado pelos produtos orientais - Sob o controle de árabes, de Guildas, de cidades italianas e outros intermediários que encareciam os produtos enquanto os senhores, principais consumidores, viam drenados os seus recursos pela crise do sistema feudal. [Em fins do século XI ocorreu um 'descompasso' entre as necessidades crescentes da nobreza feudal e a estrutura de produção baseada no trabalho servil, cresceu o número de 'senhores', parcela não produtiva , enquanto os servos não tinham técnicas, instrumentos, nem vontade de produzir mais do que aquilo que já faziam].


- A falta de moedas escoadas para o oriente criando dificuldades para o desenvolvimento do comércio e forçando a busca de metais preciosos.



É nesse contexto que os interesses econômicos vão expressar os objetivos da classe mercantil, e, no plano político, os interesses dessa classe convergem para um apoio à centralização política do poder - que viria a ampliar as rendas do Estado, armaria seus exércitos e preencheria seus quadros funcionais.


No plano ideológico a preocupação em catequizar o gentio servia de justificativa para o projeto expansionista. Surge o salvacionismo, questão interpretativa teológica crendo cumprir uma destinação cristã de "construção do reino de Deus no Novo Mundo". Um "delírio teológico" do nfante Dom Henrique, que passados os tempos do Pai, Velho Testamento, do Filho, Novo Testamento, era chegada a hora do tempo do espírito santo que instalaria o milênio do amor e da alegria com os índios convertidos - Darcy Ribeiro, "O povo brasileiro".


No plano histórico-filosófico, a Europa se instalava como "centro" do mundo, inventando a América através da experiência existencial colombiana de dar um "ser asiático" às ilhas encontradas em sua rota para as índias. "Asiático" pois é uma invenção do imaginário, na fantasia estética e contemplativa, dos grandes navegantes do mediterrâneo, é o modo como "desapareceu" o "outro", o "índio", não "descoberto" como "outro", mas como o "sí-mesmo" já conhecido - asiático - e "re-conhecido", encoberto. [DUSSEL, 1993]. Na chegada os europeus se deparam com comunidades distintas e com a existência de povos com alto de grau de desenvolvimento:

1. Com uma agricultura desenvolvida;

2. Com produção e armazenamento de excedentes;

3. Usando o Modo de produção “asiático”;

4. Com sistema de “servidão voluntária”;

5. Com códices escritos com pictogramas


Vide os quadros abaixo -


(PAZZINATO, Alceu Luiz, SENISE, Maria Helena Valente. História Moderna e Contemporânea. São Paulo: Ática, 2000)



Os europeus encontraram, a partir de 1492, povos em diferentes estágios de desenvolvimento. Astecas maias e incas foram civilizações que construíram impérios e foram sintetizadores d outras culturas da região.








ATIVIDADE PROPOSTA - VENHA GANHAR UM PRÊMIO:


Com base na obra de Henrique Peregalli, e também nas aulas e pesquisas sobre o período histórico que mostra as sociedades pré-colombianas, desenvolva a seguinte atividade:


- Elabore e grave um vídeo, de no máximo 3 minutos, em que você narra o período de história dos povos pré-colombianos (astecas, maias, incas), enfatizando os avanços e singularidades dessas civilizações em um ou mais aspectos de sua organização.


Esse vídeo deve ser agradável, interessante e acessível aos alunos do ensino fundamental ou médio da nossa educação.

É importante que você seja o professor/narrador da "sucinta" história dessa civilização pré-colombiana. Seja criativo (a)... Quero te ver em ação dando uma mini aula encantadora. Vamos lá, me enviem até na próxima aula, terça-feira.


Aquele que produzir o melhor vídeo ganhará uma pequena coleção de 04 obras de História da Editora Contexto: O Brasil de 1945 a 1964; A mulher na história do Brasil; A escravidão no Brasil; O mito do herói nacional.




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- DUSSEL. Enrique. 1492: o encobrimento do outro: a origem do mito da modernidade. Tradução de Jaime A. Clasen. Petrópolis, RJ: Vozes, 1993, p. 42 -70.


- PEREGALLI, Enrique. A América que os europeus encontraram. São Paulo: Atual, 1994. (p. 9 – 68).


- SCHWARTZ, Stuart B.; LOCKHART, James. A América Latina na época colonial. Tradução de Maria Beatriz de Medina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.

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