• Pedro Sahium

O Racismo sufoca, como se ver livre da ignorância e do Racismo

Atualizado: Jul 7


Todos os nossos contemporâneos acordaram cheios das mais variadas razões, opiniões, e múltiplos posicionamentos políticos, partidários e ideológicos (ideologia aqui é um termo usado para designar um sistema de ideias que, apesar de coerentes, carecem de fundamentação real e de teoria sólida). Tem gente dando opinião (com uma certeza de dar inveja a inquisidores do século XVI) sobre ciência, química, matemática, economia, política e história sem nunca ter lido um livro sobre o assunto discutido o tema ou ouvido um especialista ou erudito. Infelizmente os absurdos se impõem: “No Brasil não houve ditadura”, “o socialismo preza pela liberdade individual”, “os comunistas são democráticos”, “O capitalismo venceu e a história acabou”, “É só dar cloroquina...”, etc. etc. etc.


Surgiu uma forte religião secular, ou pseudorreligião, e elas compartilham o erro


Para mim eles se parecem com membros de um tipo de religião secular ou pseudorreligião. São os novos “seguidores”, replicadores de frases feitas. Seguem os seguintes missionários contemporâneos da religião secular: youtubers, cinegrafistas, celebridades e outros, formados nos ‘seminários’ dos reality shows das televisões e do palco político brasileiro. Os seguidores afirmam o novo evangelho, lido na “biblioteca” do WhatsApp, na última reunião de um partido político qualquer, ou, nas opiniões publicadas no Twitter de um dublê de político. As últimas novidades vem envoltas com um isca psicológica: “Acabou de sair agora...”, “Repassem antes que os poderosos apaguem...”, e outras coisas dos gênios da manipulação psicológica do marketing digital. As pessoas adoram uma novidade! Por isso Freud disse que a novidade é o princípio do gozo.



Mas a vida e o mundo são complexos, e exigem olhares atentos e cuidadosos


A mínima compreensão da vida precisa de atenção com a história. O mundo pode ter se tornado uma “aldeia” porque sabemos e acompanhamos online o que ocorre nos continentes, mas o conhecimento não viaja pela internet. Na última semana o mundo se incendiou pelas maldades do preconceito racial quando um homem negro, rendido, foi sufocado por mais de 8 minutos por um policial branco nos EUA. Sua morte trouxe indignação, e a dúvida: se fosse um homem branco teria ele sido sufocado até a morte? Para perguntas complexas é preciso estudar. O estudo ilumina o nosso caminho.


Saia do Smartphone, desligue o WhatsApp, veja o filme “Eu não sou seu negro”, de James Baldwin. Ali temos a história icônica de negros americanos em meio a uma sociedade de supremacistas brancos. Mergulhe nas fortes emoções desse documentário e pense. A vida sem reflexão não merece ser vivida. A Verdade nos liberta da ignorância, do racismo, do desamor e do pecado. “Pecado é a história do fracasso na tarefa mais importante da vida, que consiste em usar o presente da liberdade para fazer o bem. Cada pecado aumenta o ‘endividamento’ da vida” (HALIK, 2018).

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