• Pedro Sahium

Pandemônio: como nos defender

Atualizado: Set 25



Se não tivéssemos as dúvidas,
Onde, então, haveria uma certeza jubilante?
                                                                   Goethe

Certa vez uma aluno comentou em sala de aula: “O Sahium fala tanta coisa bonita, né? - Mas nada é dele!"

Depois de rir à solta, pois isso fortalece o coração, fiquei pensado que, o que ele disse, é acertado. Acertado para mim e para todos os outros que, como eu, enxergam o mundo sob os ombros de grandes pessoas. Corroborando com a afirmação daquele atento aluno, boa parte do que escrevi abaixo, eu o fiz sob os ‘ombros’ do Peter Berger, sociólogo de grande reputação intelectual e mundialmente reconhecido.

Sobre o que nos está intoxicando vou apenas lembrá-los, mas sem descer a nenhum detalhe extra, pois já estou esgotado: A doença que se espalhou pelos quatro cantos da terra é muito contagiosa, faz sofrer, exige cuidados extremos, incluindo distanciamento social e até isolamento, e leva muitos à morte (Pandemia); Estamos vivendo uma era de grande confusão, onde aqueles que deveriam informar e conduzir as pessoas e as instituições estão é acrescentando desordem, causando temor e gerando susto permanente (Pandemônio). Vou me deter nesse segundo mal.

A quem recorrer num mundo ‘desbussolado’?

1) Cuidado com os “ismos”: comunismo, capitalismo, cristianismo, fascismo, islamismo, cientificismo e tantos outros.

- Para mim, todos os “ismos” são religiões. Tentativas de controle, arroubos de poder.

Todos “os ‘ismos’ são deuses, ou, falsos deuses como quer um profeta hebraico, ou, ‘deuses que fracassaram"’.

2) Cuidado com o fanatismo, ele precisa de inimigos como instrumentos para amedrontar e por isso é fonte de desconfiança e guerra.


4) Cuidado com o oposto do fanatismo, mas seu irmão gêmeo, o relativismo. O relativismo leva, inexoravelmente, à descrença generalizada e cínica em que, “a história contada por um estuprador”, torna-se não menos válida do que “a história de sua vítima”.


5) Observe com apreço as instituições da sociedade civil que devem possibilitar o debate e a resolução de conflitos de maneira dialogada e pacífica.


6) É prudente uma definição dos "outros", aqueles que não compartilham a nossa visão de mundo, que não os categorize como "inimigos" (a menos que eles representem valores moralmente abomináveis, nesse caso é nosso dever combatê-los).

Por fim, acrescento que não é a dúvida que causa confusão na sociedade, eu aprendi que “a dúvida coerente e sincera constitui fonte de tolerância”, o problema está nas “certezas” professadas.


Nesses tempos sombrios voltou a máxima: "a voz da verdade tem sempre um tom suspeito".


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